"Wall-E" já é um dos filmes mais esperados de um repleto de promessas e esse último trailer veio pra mostrar que o visual perfeito não se limitará ao cenário terrestre; as cenas no espaço são soberbas! E o robozinho está cada vez mais carismático (fico com os olhos lacrimejando quando ele olha pro espaço com o ar sonhador/angustiado).
Vejam através do link hospedado pelo Cinema em Cena: clique aqui.
Quarta-feira, 12 de Março de 2008
Quinta-feira, 6 de Março de 2008
Eu Sou a Lenda: Final Alternativo
Bastante bem sucedido, "Eu Sou a Lenda" foi o primeiro grande sucesso desse ano em termos de público e de crítica. E realmente acho um ótimo filme, aquela atmosfera de isolamento é extremamente eficaz, assim como a tensão das cenas de ação (além de contar com a talentosa Alice Braga no elenco). O longa só deixa a desejar nos efeitos visuais e no protagonista, que apesar de ser vivido pelo competente Will Smith e transmitir pelo que está passando para o público, não consegue se firmar como um personagem marcante, o que compromete um pouco o impacto do final.
Eis então que vaza na web o final alternativo do filme:
Assista.
Acho que prefiro o final escolhido pelo filme. Esse final alternativo traz uma faceta das criaturas que não soa muito crível. Pela própria explicação do que a cura acabou fazendo com a neurofisiologia dos seres, é difícil crer que eles possuem auto-controle suficiente para não atacar e comer o que deve ser a única carne viva que eles teriam em semanas, simplesmente porque o líder quer o corpo da namorada (?) de volta.
E, vendo esse vídeo, acho que o destino trágico que Neville tem no final original tem mais força, tanto pro personagem apagado, quanto para a própria trama.
Eis então que vaza na web o final alternativo do filme:
Assista.
Acho que prefiro o final escolhido pelo filme. Esse final alternativo traz uma faceta das criaturas que não soa muito crível. Pela própria explicação do que a cura acabou fazendo com a neurofisiologia dos seres, é difícil crer que eles possuem auto-controle suficiente para não atacar e comer o que deve ser a única carne viva que eles teriam em semanas, simplesmente porque o líder quer o corpo da namorada (?) de volta.
E, vendo esse vídeo, acho que o destino trágico que Neville tem no final original tem mais força, tanto pro personagem apagado, quanto para a própria trama.
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Segunda-feira, 3 de Março de 2008
Cloverfield - Monstro
Mesmo estando na criação da bem sucedida série de ação "Alias", J. J. Abrams só despontou na jornada rumo ao posto de midas do entretenimento quando concebeu, junto a Daemon Lindelof e Carlton Cuse, a revolucionária "LOST". Quando os telespectadores do mundo se voltaram a série e aos seus criadores, Abrams foi cogitado a muitos postos dentro do cinema. Depois de dirigir o ótimo "Missão: Impossível: III" (e de conquistar o posto de diretor do mais novo longa da saga "Star Trek) ele resolveu fazer real seu projeto sobre um monstro atacando Nova York. Mas, consciente das vantagens que a tecnologia pode trazer, transformou o longa-metragem numa espécie de filme amador, fazendo toda a ação ser vista através de uma câmera doméstica.E o filme todo é uma ode a essa tecnologia. É comum vermos durante a projeção objetos como celulares, fones de ouvido e até uma loja de eletro-eletrônicos repleta de televisores mostrando em diferentes canais o caos que o monstro está causando. Numa cena particularmente irônica, podemos ver o cinegrafista Hud filmando a chegada do amigo Rob para sua festa de despedida (ele, também ironicamente, está indo trabalhar no Japão; terra de ninguém menos do que Godzilla) e enquanto faz isso, uma menina entre eles levanta um celular e começa a filmar a mesma coisa, de modo que o ângulo usado faz com que vejamos a moça criar um filme dentro de outro (algo que pode ser entendido como uma homenagem a própria produção).
Ciente da eficácia dessa técnica (já que o sucesso do "A Bruxa de Blair" certamente serviu de base para o produtor) Abrams acaba fazendo uma aposta garantida. O amadorismo das cenas, junto a maneira quase sempre claustrofóbica em que a câmera está posicionada e o mistério a respeito da natureza dos ataques e posteriormente das habilidades da criatura, causam uma sensação de terror extremamente elevada! O pânico que sentimos em vermos, por exemplo, a filmadora tremendo de acordo com as ações do cinegrafista-personagem nos remete a uma constante sensação de insegurança (que é sempre confirmada por alguma cena de susto).
As pessoas, dentro de tudo isso, acabam saindo mais humanas do que numa produção abertamente "profissional", garantindo assim carisma suficiente pra que relevemos suas decisões e suas perdas durante o filme. Além disso, uma tática inteligente é inclusão de diálogos especialmente formulados entre eles, já que de uma maneira natural (algo que também é merito dos atores, quase todos muito bem) passamos a saber melhor quem são os mesmos. Vale ressaltar ainda o modo bacana com que Hud, o autor de toda a filmagem, é construído: de início, o rapaz reluta em tomar a responsabilidade de garantir que a festa seja toda gravada, posteriormente, ele passa a filmar tudo de maneira quase religiosa, chegando inclusive a arriscar a própria vida pelo bem-estar da fimaldora.
Sobre a criatura, não quero entregar muita coisa (mesmo o longa já tendo estreado no Brasil há quase um mês) mas digo que ela é bem diferente daquela que o inspirou. Não há marcas jurássicas na pele ou que pareçam ser herdadas de algum modo da época dos dinossauros. Aliás, por uma análise breve da sua anatomia, não vejo como algo que tenha evoluído na Terra, possa ter se transformado naquilo. Portanto, penso que uma origem alienígena seja a mais cabível.
Lembrando que Abrams não é o diretor de "Cloverfield", papel que ele passou a Matt Reeves (simplesmente porque não podia dedicar atenção exclusiva ao projeto, creio eu, já que o diretor só faz comandar a idéia original sem jamais imprimir alguma marca ali). Mas a produção aspira a mente de seu produtor, assim como a campanha de marketing fez questão de salientar.
E é realmente imperdível.
Sexta-feira, 29 de Fevereiro de 2008
Wall-E: novo pôster

Desde que caiu na rede as primeiras informações sobre "Wall-E", o próximo longa da Pixar que a Disney irá distribuir, fiquei interessado e muito espantado. Depois de uma carreira extremamente brilhante com a Casa do Mickey, parece que a empresa (que abriu a parceria com inovador "Toy Story" e teve em "Vida de Inseto" seu ponto mais baixo) chegou à maturidade com "Wall-E".
O filme se passará em 2700, quando a Terra ficou extremamente suja e os humanos foram viver na órbita do planeta, dentro da nave Axiom. Por aqui ficou o pequeno robozinho (cujo o nome é o título do filme) pra limpar toda a sujeira e, assim, permetir que todos possam voltar pra cá. Enquanto faz seu trabalho, o maior sonho de Wall-E, entretanto, é conhecer a nossa raça.
Só pela sinopse, já dá pra perceber as várias de críticas que a animação fará a nossa sociedade, além disso, veremos humanos obesos (pela tecnologia e pela situação em que vivem) se locomovendo em cadeiras espaciais e outras coisas que até então pareciam sérias demais pra serem usadas num longa que levará a marca Disney.
Mas pelos trailers dá pra perceber que os elementos comuns também estarão presentes, como o humor e o fato do protagonista ser extremamente carismático (quem resiste àquele olhar de engrenagens?), além da extrema qualidade técnica do produto.
O pôster acima é o mais recente de uma série de muitos; todos bem coloridos, parecidos, mas sempre cativantes.
"Wall-E" tem tudo pra ser um cult instantâneo.
Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2008
Oscar 2008: Os Premiados

Para uma edição simbólica como a octagésima, a festa do Oscar desse ano foi extremamente simples e pior: monótona. Apesar do Jon Stewart ter se revelado um ótimo apresentador, recheando a premiação com ótimas piadas e superando Ellen DeGeneres (da qual também gostei muito) não houve nenhuma apresentação especial, nenhum espetáculo preparado (como aquele bacana no ano passado, em que várias pessoas se uniam pra fazer o símbolo de alguns filmes indicados), nada! Só mesmo uma breve montagem reprisando os ganhadores anteriores da categoria em questão e alguns pouquíssimos depoimentos dos ganhadores anteriores, que renderam cenas bastante tocantes (confesso que fiquei extremamente emocionado de ver um idoso James Stewart no palco). De resto, foi tudo muito morno; apresentações insossas (aquela do The Rock foi o ponto mais baixo da noite), números musicais fracos (Amy Adams interpretou "Happy Working Song" sozinha!) e cenas constrangedoras, como o corte no discurso da ganhadora de Melhor Canção. Ou o fim tardio da greve dos roteiristas impediu que algo mais criativo fosse organizado, ou a Academia queria manter o público acordado até o fim da festa e por isso fez tudo ás pressas. Pena. Esperava algo mais memorável dessa edição.
Já a premiação em si foi bacana e até entendo meu baixo número de acertos no bolão. Nesse ano tivemos excelentes concorrentes e poucos eram favoritos. Mesmo o favorito "Onde os Fracos Não Têm Vez" saiu com apenas quatro estatuetas e o meu favorito, "Sangue Negro", só levou duas, fazendo de "O Ultimato Bourne", o segundo mais premiado da noite. Abaixo a lista dos vencedores.
Melhor Filme
Onde os Fracos Não Têm Vez
Melhor Diretor
Joel e Ethan Coen, por Onde os Fracos Não Têm Vez
Melhor Ator
Daniel Day-Lewis, por Sangue Negro
Melhor Atriz
Marion Cotillard, por Piaf - Um Hino de Amor
Melhor Ator Coadjuvante
Javier Bardem, por Onde os Fracos Não Têm Vez
Melhor Atriz Coadjuvante
Tilda Swinton, por Conduta de Risco
Melhor Roteiro Original
Juno
Melhor Roteiro Adaptado
Onde os Fracos Não Têm Vez
Melhor Montagem
O Ultimato Bourne
Melhor Direção de Arte
Sweeney Todd, O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet
Melhor Fotografia
Sangue Negro
Melhores Efeitos Visuais
A Bússola de Ouro
Melhor Maquiagem
Piaf - Um Hino de Amor
Melhor Figurino
Elizabeth: A Era de Ouro
Melhor Trilha Sonora
Desejo e Reparação
Melhor Canção
Falling Slowly, de Once
Melhor Mixagem de Som
O Ultimato Bourne
Melhor Som
O Ultimato Bourne
Melhor Animação
Ratatouille
Melhor Filme Estrangeiro
The Counterfeiters, da Áustria
Melhor Documentário
Taxi to the Dark Side
Melhor Documentário em Curta-Metragem
Freeheld
Melhor Animação em Curta-Metragem
Peter and the Wolf
Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Oscar 2008: É Hoje!

Injusto, desnecessário, polêmico, descreditado. Muita gente discorda e critica os prêmios da Academia, mas é inegável a importância que a estatueta confere a quem lhe segura, seja elevando a carreira do artista ou marcando seu nome na história da maior premiação do cinema.
Pois bem, às vésperas da entrega dos Oscars, deixo aqui registrado o meu bolão da premiação:
Pra começar, explico que especificarei quais eu acho que serão os vencedores e quais eu gostaria que vencesse, sendo válido na aposta aqueles que eu acho que ganharão.
Melhor Filme
Vai vencer: Onde os Fracos Não Têm Vez.
Eu votaria em: Sangue Negro.
Melhor Direção
Vai vencer: Joel e Ethan Coen, por Onde os Fracos Não Têm Vez.
Eu votaria em: Joel e Ethan Coen, por Onde os Fracos Não Têm Vez.
Melhor Ator
Vai vencer: Daniel Day-Lewis, por Sangue Negro.
Eu votaria em: Daniel Day-Lewis, por Sangue Negro.
Melhor Atriz
Vai vencer: Julie Christie, por Longe Dela.
Eu votaria em: Ellen Page, por Juno (por ser o único que vi, da categoria).
Melhor Ator Coadjuvante
Vai vencer: Javier Barden, por Onde os Fracos Não Têm Vez.
Eu votaria em: Javier Barden, por Onde os Fracos Não Têm Vez.
Melhor Atriz Coadjuvante
Vai vencer: Cate Blanchett, por Não Estou Lá.
Eu votaria em: Tilda Swinton, por Conduta de Risco.
Melhor Roteiro Original
Vai vencer: Conduta de Risco.
Eu votaria em: Ratatouille.
Melhor Roteiro Adaptado
Vai vencer: Sangue Negro.
Eu votaria em: Sangue Negro.
Melhor Fotografia
Vai vencer: Desejo e Reparação.
Eu votaria em: Sangue Negro.
Melhor Direção de Arte
Vai vencer: Desejo e Reparação.
Eu votaria em: O Gângster.
Melhor Montagem
Vai vencer: Onde Os Fracos Não Têm Vez.
Eu votaria em: O Ultimato Bourne.
Melhor Figurino
Vai vencer: Elizabeth: A Era de Ouro.
Eu votaria em: Desejo e Reparação.
Melhor Maquiagem
Vai vencer: Piratas do Caribe: No fim do Mundo.
Eu votaria em: Piratas do Caribe: No fim do Mundo.
Melhor Efeitos Visuais
Vai vencer: Transformers.
Eu votaria em: Transformers.
Melhor Trilha Sonora
Vai vencer: Desejo e Reparação.
Eu votaria em: Desejo e Reparação.
Melhor Canção Original
Vai vencer: That's How You Know, de Encantada.
Eu votaria em: That's How You Know, de Encantada.
Melhor Som
Vai vencer: Onde os Fracos Não Têm Vez.
Eu votaria em: Onde os Fracos Não Têm Vez.
Melhor Mixagem de Som
Vai vencer: Onde os Fracos Não Têm Vez.
Eu votaria em: O Ultimato Bourne.
Melhor Filme Estrangeiro
Vai vencer: Mongol, do Cazaquistão.
Eu votaria em: Não vi nenhum dos indicados.
Melhor Animação
Vai vencer: Ratatouille.
Eu votaria em: Ratatouille.
Melhor Documentário
Vai vencer: Taxi to the Dark Side.
Eu votaria em: Não vi nenhum dos indicados.
Melhor Documentário em Curta-Metragem
Vai vencer: Salim Baba.
Eu votaria em: Não vi nenhum dos indicados.
Melhor Curta-Metragem
Vai vencer: At Night.
Eu votaria em: Não vi nenhum dos indicados.
Melhor Animação em Curta-Metragem
Vai vencer: I Met the Walrus
Eu votaria em: Não vi nenhum dos indicados.
O Gângster
Ridley Scott, apesar de ter uma filmografia curta (cerca de vinte filmes) já mostrou que é capaz de ser versátil em seus melhores trabalhos. E nesse "O Gângster" ele construi uma história quase primorosa, contando a história de Frank Lucas, enquanto traficava heroína do Vietnã aos Estados Unidos, e a de Richie Robberts, que acabou desmantelando um enorme esquema de corrupção policial nos anos 70.Confesso que não vou com cara do Russel Crowe. Talvez seja mais pela arrogância com que ele geralmente é noticiado fora das telas, mas nunca consegui enxergar talento ou sentir carisma pelo ator. Já aqui, Russel Crowe consegue compor um Richie Roberts que está sempre tentando ser honesto, mas que acaba falhando nisso por limitar o conceito da virtude (algo que é denotado no excelente diálogo que ele tem com a ex-esposa, numa das últimas cenas dentro do tribunal). Justamente por desconhecer esse erro (e por se mostrar extremamente convicto em agir corretamente enquanto policial) é que o personagem cativa o espectador.
Aliás, esse lance de honestidade gera uma dinâmica bastante interessante entre Roberts e Lucas (Denzel Washington numa interpretação grandiosa; deveria tomar a vaga de Clooney no Oscar desse ano): enquanto Roberts é honesto dentro dos padrões legais, Lucas está sempre preocupado em manter as aparências. O personagem jamais é mostrado de uma maneira escrachada ou pejorativa em relação ao seu trabalho de traficante, de modo que o porte elegante que ele apresenta perante a família e a sociedade é quase sempre impecável. Quase, pois quando alguém ligado a ele acaba chamando atenção de uma maneira negativa, sua atitude descontroladamente agressiva com o transgressor acaba refletindo uma assustadora faceta. E mesmo assim, ninguém dentro do bairro dele é capaz de mostrar desrespeito ou mesmo aversão em relação a figura dele, o que é impressionante.
Também é interessante o registro histórico que o filme faz, em mostrar a história real de uma figura americana negra que fez "sucesso" num ramo que até então era de especialidade de imigrantes (daí a força do título original). E a maneira com que Lucas aprendeu a dirigir seu negócio é bastante curiosa (devo dizer que senti uma homenagem ao "O Poderoso Chefão" em uma das falas do personagem).
"O Gângster", por fim, atesta seu valor com seu desfecho brilhante. Pessoalmente, desconhecia da história contada pelo filme e depois de vê-lo, tomei Richie Roberts como um dos policiais mais brilhantes da Sétima Arte e o mais glorioso dentre os que tenho notícia.
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